quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ter 2 mães ou 2 pais - prespectiva sobre a homoparentalidade


A adopção de crianças por parte casais homossexuais é mais um dos tabus da sociedade portuguesa.
Na realidade parece que alguns portugueses apesar da homossexualidade já à muito não ser considerada nem doença, nem preversão, preferem que as crianças sem familia ou com familias rejeitantes, vivam em instituições, nas quais por vezes só podem permanecer pouco tempo e onde ao chegarem aos 18 anos ficam completamente desamparadas, sem familia e sem apoio.

Eu pergunto será isto preferivel?

Ou será melhor proporcionar as crianças a possibilidade de terem uma familia que os ame e os proteja ao longo da vida, que lhe forneça as bases da socialização, assegurando o interesse superior da criança.
Na realidade diária de uma instituição, a criança passa por vezes por muita tristeza e sentimentos de falta de pertença e de rejeição interna, crescendo por vezes com a ideia de que ninguém a quer que é diferente sendo a sua auto-estima e o seu auto-conceito bastante frageis para a sua sobrevivencia. estas crianças passam os dias a fantasiar que vão para casa de um dos tecnicos ou cuidadores... chegando a criar verdadeiras fantasias que sustentam o seu dia-a-dia criando um falso-self para se protegerem.

Na realidade apesar das pessoas que trabalham nestas instituições colocarem muito boa vontade e muito amor no que fazem quando chega ao final do dia vão para as suas casas e vem outra equipa, acabando os vinculos por ser volateis como alcool ao vento.

Em Portugal existem já estudos cientificos que compararam as competências parentais de pais homossexuais e pais heterossexuais. Destes estudos publicados destaco o realizado pela colega Vanessa Ramalho da Univ de Coimbra, que concluiu nos seus estudos que "as crianças podem ter vantagens em ser criadas por dois pais ou duas mães. Problemas estão na forma como a sociedade estigmatiza estas famílias.
Os homossexuais, em geral, não são "neuróticos e ansiosos". Pelo contrário, são "afectuosos, tranquilos, confiantes e firmes nas decisões", características que fazem deles melhores pais do que muitos heterossexuais, mais "neuróticos, ansiosos e inseguros".
Conclusão que desfaz estereótipos como o de que uma criança criada por homossexuais tem maiores probabilidades de ser gay ou lésbica. especialmente porque a criança ao longo do seu desenvolvimento vai tendo vários contactos com heterossexuais (maioria), não podendo por isso a sua identidade alterada.


Na realidade para alguns parece ser o medo do desconhecido, ideais de bons costumes que não respeitam a liberdade e a diferença, as fantasias sobre a relação homossexual, a curiosidade, e algum egoísmo que estão na base da rejeição destes tipo de adopção.
Jorge Gato outro investigador que publicou a primeira tese de doutoramento em Portugal em 2006, referiu que os estudos existentes foram, sobretudo, realizados nos Estados Unidos demonstram que não há diferenças entre as competências parentais de pais homossexuais e heterossexuais.

"Também não existem diferenças entre as crianças criadas em famílias homoparentais e as que são criadas em outro tipo de famílias", disse o investigador.


sendo que o maior medo destas familias "Onde existe a homoparentalidade não é o acto de se assumirem como tal, mas o receio de que as crianças possam vir a ser descriminadas pela sociedade", finalizou Jorge Gato.

Já recentemente o Colégio Oficial de Psicólogos de Madrid "aprovou a declaração que destaca que não existem objeções ou impedimentos do tipo psicológico em relação à homoparentalidade. Segundo o Colégio de Psicólogos de Madrid, "até o momento não existem provas científicas que demostrem que crianças criadas por casais homoparentais tenham um desenvolvimento psicológico pior do que aquelas que crescem no seio de um casal heteroparental". 

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