Porque é que temos todos de gostar do Natal?
Todos os anos por volta de novembro instala-se uma espécie de contagem decrescente emocional coletiva. As luzes acendem-se, as playlists repetem tradições, os anúncios prometem reencontros perfeitos e de repente, parece que existe uma regra silenciosa que nos diz que é obrigatório gostar do Natal. Mas será que todos gostamos desta época que cada vez inicia mais cedo? A verdade é que o Natal se transformou para muitos numa época de expetativas quase coreografadas, onde se espera que todos sejamos felizes, gratos, generosos, disponíveis, abnegados, grandes consumidores mestres do dar e receber. Espera-se convivência, família unida, mesa farta, lembranças nostálgicas, abraços sorrisos, amor, partilha. Mas será que é mesmo assim? A realidade raramente acompanha o guião, pois se existem pessoas a quem o Natal como uma celebração calorosa lhes aquece o coração, existem também outras que o vivem como um relembrar das ausências, como um momento de tensões familiares, como uma altura...








